quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

ANOS DOURADOS - CHICO BUARQUE & TOM JOBIM.

Parece que dizes
Te amo, Maria
Na fotografia
Estamos felizes
Te ligo afobada
E deixo confissões
No gravador
Vai ser engraçado
Se tens um novo amor
Me vejo a teu lado
Te amo?
Não lembro
Parece dezembro
De um ano dourado
Parece bolero
Te quero, te quero
Dizer que não quero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais
Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
No nosso retrato
Pareço tão linda
Te ligo ofegante
E digo confusões no gravador
E desconcertante
Rever o grande amor
Meus olhos molhados
Insanos, dezembros
Mas quando me lembro
São anos dourados
Ainda te quero
Bolero, nossos versos são banais
Mas como eu espero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais

AMO VOCÊS

Quero declarar meu amor às queridas amigas: Adele, Adri, Marilinha e Soninha. Em nosso recente encontro, retorno da Soninha para Angola, infelizmente a Adele não pôde comparecer (ossos dos inúmeros ofícios a que nos dedicamos por dom e por amor), mas foi lembrada e agraciada com uma linda lembrança angolana.
Sempre que possível nos encontramos só por saudade e compatilharmos nossas vidas em conversas sobre as novidades, a última viagem, a gracinha de um filho, a dor, a paixão, o amor, a família, enfim, tudo vira partilha nessas poucas horas que passam muito muito rápido. É tão bom, às vezes me pego lembrando e dou risada, todas falando ao mesmo tempo, dando guardalhadas e ouvindo a Marilinha dizendo: Gente, pelo amor de Deus, não contem a ninguém!!! Ela sempre pede isso!!! kkk...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

DE VOLTA

As vezes é necessário nos ausentar uns dias do nosso cantinho, de nossa "vidinha cotidiana" para podermos reavaliar o que estamos verdadeiramente fazendo com eles, qual nosso propósito. Faço isso sempre que posso. Nessa última saída da órbita, viajei sem pressa, sem horários definidos e sem muitos planos, a não ser o horário e o dia da volta minha família, meus amigos, minha cidade, minha casa, meu quarto, meus trabalhos, minhas coisas, meus livros e etc.
Avaliação do momento: Acredito que estou no caminho certo!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O tempo do Alê

Hoje de manhã meu sobrinho de quatro aninhos me perguntou:
- Madrinha, quando você vai voltar para sua casa lá em Fortaleza?
- Depois de amanhã, meu amor.
- Ahhh... que triste, não gostei disso (fez cara de choro).
- Mas, veja, tenhos hoje e amanhã o dia todo juntos.
- Ufa!!! Então ainda tem um montão de tempo, né???

À MEU MELHOR AMIGO

Encontrei essa carta escrita há algum tempo atrás na última gaveta do criado mudo, estava em meio a outros papéis, até um pouco amassada. Não lembrava mais dela, mas ao relê-la voltei a sentir e compreender o que me impulsionou a escrevê-la naquele momento de minha vida. A carta estava endereçada a meu melhor amigo, mas nunca tive coragem de entregá-la, não sei como reagiria, na realidade nem sei mesmo se era essa aminha intensão, pois pensando bem era uma forma de resignificar toda uma história de duas pessoas que se gostavam muito, que compartilhavam algumas ideias sobre a vida, a família, o amor, o trabalho e principalmente sobre o respeito ao próximo. Nos conhecemos há bastante tempo e a distância não nos impediu de nos aproximar mais e mais ao longo dos anos. Minha admiração por ele é imensa, conheço seus defeitos, de suas teimosias e deus conflitos com essa "vida louca"  que nos apronta sem aviso prévio o próximo golpe (assim como eu)  mas nada disso muda o amor que tenho por ele. Sei que ele vai ler isso e é bom que ele saiba mesmo que é muito especial para mim. A vida passa rápido de mais e a gente acaba se esquecendo de dizer coisas essenciais a quem amamos.
Caro amigo, você é e sempre será  meu anjo da quarda e meu colinho predileto. Obrigada por estar na minha vida. Te amo e estarei sempre torcendo por você, esteja onde estiver, temos laços que jamais nos fará nos distanciar.

AMOR SEM ESCALAS

Minha intensão era assistir ao sempre LOTADO "Avatar", e mais uma vez não deu certo, optei então por assistir ao filme que estava a minha disposição naquela tarde quente e chuvosa. Comprei um bilhete para o Amor sem escalas (Esse trocadilho é engraçado!). No primeiro momento, pensei que se tratasse apenas mais uma comédia romântica, também com esse título??? rs. Nada disso, o filme é fantático, a fotografia espetacular, a atuação do George Clooney simplesmente impecável (o homem é igual a vinho), o final surpreendente e na realidade um bom final, por que na vida real as coisas não saem como planejammos e não há tantos finais felizes assim. Não quero contar mais nada sobre o filme, apenas indicar um embarque para o Amor sem escalas. Tirem suas proprias conclusões.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

"Alguma coisa acontece em meu coração (...)" Caetano tem razão.

Hoje mantenho uma relação tranquila com a cidade de São Paulo. A primeira vez que estive por aqui ainda era uma adolescente, numa viagem muito rápida, onde não deu para conhecer quase nada, na ocasião não vi nenhuma coisa de espetacular além de muitos shoping centers, o parque do Ibirapuera, o Instituto Butantã, o Zoológico do Estado, e uma imensidão de arranha-céus a perder de vista. Dez anos mais tarde voltei à Sampa para o casamento de meu irmão, mas o impacto foi de outra ordem, conheci pessoas bacanas, estabeleci relações que duram até hoje, mas a cidade ainda era uma incógnita, nem cogitava lançar uma opinião sobre se seria bom viver numa cidade radicalmente diferente da minha Fortaleza.  Não imaginava que dois anos depois eu iria me estabelecer para iniciar uma carreira academica. Puxa!!! O ano de 2008, não foi nada fácil, tive inúmeras experiências que marcaram visceralmente minha vida e fizeram de mim uma outra pessoa. É impressionante como em um ano, a experiência em outro lugar, outra cultura, com pessoas completamente habituadas a outro modo de vida, mesmo que seja no mesmo país, possa transformar a vida de uma pessoa num giro de 180º. Posso dizer que existe uma outra pessoa depois desse momento em que vivi, e sobrevivi em São Paulo. Por conta de inúmeras experinêcias boas e muitas ou não boas e até decepcionantes, passei um longo período de mal com São Paulo. Asssim como na música de Caetano, entendo que "(...) quando eu cheguei por aqui eu nada entendi", sofri de solidão, aprendi a me virar sozinha, mas me deixei levar de mais pela dureza de morar sozinha, de acreditar que venceria a batalha, arrumaria um bom emprego, passaria num concurso, superaria minhas dificulades e realizaria alguns de meus projetos  tão sonhados, sem beber da fonte de minha terra, de meus amigos e familiares.
Passados mais de dez anos desta rico período, superei tudo isso, conquistei meus projetos, mas em minha terra natal. É evidente que levei um bom tempo para elaborar o que realmente eu vim buscar por aqui, eu vim buscar a mim mesma, vim buscar no desconhecido minha força para viver além do horizonte, mesmo sem realizar os tão almejados sonhos. Hoje posso dizer sem demagogia e de alma lavada: Amo a cidade de São Paulo, seu cosmopolitanismo (se essa palavra realmente existe!), seu modo democrático de aceitar os mais diferentes estilos de ser de cada um de seus habitantes, sejam de descendência nordestina, sulista, japoneza, israelita, grega,  indiana ou alemã. Não por acaso, venho muito à São Paulo, gosto do inverno daqui, das livrarias, dos Sebos, dos cafés, das das exposições de arte, do teatro, dos barzinhos bacaninhas, dos passeios ao centro antigo e das minhas loucas compras na 25 de Março. Além disso, tenho profundos laços afetivos, preciosos para  mim, nela reside parte de minha família, mais uma justificativa para gostar de estar aqui sempre que posso.

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