quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Boa notícia

Uma ótima notícia chamou a atenção do mundo, as manchetes dos jornais não estampavam más notícias ou comentários enfadonhos sobre a disputa eleitoral nacional. Hoje, acordei com uma notícia que me deixou extremamente feliz, um acontecimento que, em meu ponto de vista, comoveu milhões de pessoas pelo mundo, principalmente àquelas que ainda preocupam-se com o bem-estar do próximo. Refiro-me ao resgate dos 33 mineiros chilenos que estavam soterrados a 622 metros de profundidade há 69 dias de sofrimento e apreensão. Essa tragédia mobilizou e uniu pessoas do mundo inteiro (familiares, amigos, técnicos, cientistas, governos e anônimos como eu) numa corrente de esperança e laboriosas técnicas para resgatá-los do subsolo com vida. São esses acontecimentos que nos fazem acreditar que a humanidade está doente, mas tem possibilidades de se curar do egocentrismo e da ignorância de que existem diferenças intransponíveis entre nós.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Intolerância minha

A vida é mesmo uma grande aventura, uma caixa de surpresas (estilo Pandora), um caminho a se trilhar com alguns mapas na cabeça, uma bússola (por vezes desnorteada) na cabeça e no coração, porém sem garantias de chegarmos aos lugares que imaginamos serem certos. Alguns entregam a vida e suas inúmeras escolhas ao destino ou a Deus, acreditando que deste modo, possa estar assegurado um futuro repleto de bem aventuranças. Contudo, agindo assim se eximem da imensa responsabilidade por viver em sociedade. Não moramos numa ilha e não somos auto-suficientes, precisamos das pessoas e elas de nosso trabalho, apoio, respeito, solidariedade, amizade e amor. Infelizmente, mais e mais surgem a nossa frente indivíduos sem essa consciência, individualistas e egocêntricos que atropelam cada vez mais o espaço dos outros como um direito de fato. Como eu os denomino? Os reconheço como: pobres coitados ou seres insignificantes. Deles, quero anonimato e uma longa distância. Mas como sei que manter distância por muito tempo é impossível, melhor é sumir vez em quando.


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Alice pode estar ao lado.

A leitura sempre foi uma de minhas paixões. Às vezes a tomo como passatempo prazeroso, outra como pesquisa de trabalho de temas que necessito me aprofundar. Não consigo ficar por muito tempo parada sem ter o que fazer em fila de banco, sala de espera de consultórios médicos, dentistas, salão de beleza, oficinas e longas viagens. Inquieta-me ficar a toa, sem ter que o que fazer e ouvir, sem querer, conversas desinteressantes ou esdrúxulas de terceiros que estão por perto. Por esses motivos, sempre ando com um livro na bolsa ou no carro para o caso de alguma “emergência”. E sabem de uma coisa? Esse vicio é bom de mais, não me traz reações adversas e não existe contra-indicações, a não ser que eu esteja sem meus óculos de grau.
Finalmente concluí a leitura do livro autobiográfico de “Hoje sou Alice: Nove personalidades, uma mente torturada” de Alice Jamieson. Digo finalmente por que eu resisti em terminá-lo e explico o motivo. O livro é fantástico, muito bem escrito, mas traz consigo temas muito difíceis de serem digeridos, tais como: abuso sexual e doença mental. Esses temas não estão distantes de minha experiência profissional. Quem me conhece sabe disso. Mas não perdi a sensibilidade inerente ao ser humano diante de atrocidades. Por isso recomendo a sua leitura, principalmente para aqueles que lidam constantemente com o sofrimento psíquico de outrem por ofício. E lembrem-se: existem milhões de pessoas que passam por histórias semelhantes, contudo nunca conseguem resignificá-las por não serem devidamente ouvidas em seus sofrimentos.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

AMOR & SEXO

Sempre achei fantástica a letra de “Amor e sexo” composta por Rita Lee em parceria com Arnaldo Jabor. Gostei desta música desde a primeira vez que ouvi no rádio. Ele me retorna da memória pelo fato de ter assistido recentemente ao show da Diva e me encantei com suas expressões singulares, por vezes debochadas outras engraçadas e sutis. Nunca vi uma artista expressar tão bem uma canção (isso ele faz com todas, diga-se de passagem). Rita Lee e Roberto de Carvalho, naquele momento, no placo, conseguiram transmitir um exemplo de amor e companheirismo, um amor bacana que muita gente sonha em ter e está cada vez mais escasso.

AMOR & SEXO
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte...
Amor é pensamento
Teorema
Amor é novela
Sexo é cinema..
Sexo é imaginação
Fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia...
O amor nos torna
Patéticos
Sexo é uma selva
De epiléticos...
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Uh!
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom
Amor é do bem...
Amor sem sexo
É amizade
Sexo sem amor
É vontade...
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes
Amor depois...
Sexo vem dos outros
E vai embora
Amor vem de nós
E demora...
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Oh!
Amor é isso
Sexo é aquilo
E coisa e tal!
E tal e coisa!
Uh! Uh! Uh!
Ai o amor!
Hum! O sexo!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Assim como a canção tão bem me lembra: “a vida é mesmo tão rara”.

Em muitas situações perguntei-me por que perdemos tempo demasiado investindo em pessoas que não valem o esforço de nossas atenções, que não valem nossa atenção por mais de cinco minutos, por qual motivo apostamos cegamente em coisas que realmente não nos cabe transformar?
Por que essa tendência masoquista em se esforçar sabendo que não obteremos além de ódio ou mágoa? Para quê, minha amiga?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Indagações e divagações.

Hoje, uma amiga me perguntou aminada: O que você planeja para esse mês de agosto?
Essa repentina indagação me tirou dos trilhos e reverberou em meus pensamentos por um bom tempo ao longo do dia. Senti-me incomodada, não pelo fato de não responder qualquer coisa que viesse prontamente em minha cabeça, mas por eu não saber o que responder. Eu não havia planejado concretamente nada para este o mês que se iniciaria. Mas, por qual motivo eu não conseguia responder? Logo eu, que busco sempre não me robotizar diante dos compromissos e da rotina que se interpõe dia após dia. Sim, eu tinha consciência dos meus compromissos e do dever em cumpri-los e esse fato não me causava maiores infortúnios, contudo refletia mais sobre o que surgiriam com eles e além deles. A esse respeito penso que não é muito interessante planejar tudo obsessivamente nem deixar que “o destino” o faça por si. Vejo que meus sonhos mais apaixonados se concretizaram nesse meio termo, nesse meio caminho sem pressa e sem preguiça, na simplicidade de uma grata surpresa.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Sobre desencontros.

Havia uma garota e um rapaz. Eles viveram bons momentos juntos, não o tempo suficiente para guardar muitas lembranças e ter o que lembrar tempos depois. Ele não estava muito bem certo do queria e atravessava momentos difíceis. Acreditando que ela não o entenderia, rompeu brusca e covardemente algo que um dia ele proprio chamou de namoro. O tempo passou e aquele hiato insistia sinalizando que faltou ser dito algo, alguma explicação. Tempos depois ele tenta um reencontro, se desculpou por e-mails sobre o que aconteceu e ela o perdoou, a final de contas haviam se passado muitos meses, ela, além de não guardar mágoa, apenas poucas lembranças do que pareceu sincero e bom, continuou com sua vida e até já havia namorado outro rapaz. Ele queria encontrá-la, falar-lhe pessoalmente “olhos nos olhos”, mas ela ponderou e achou melhor não ceder, não estava com ninguém, porém não se sentia a vontade em ir aquele encontro, muito menos pensar no que poderia resultar depois dele. Naquele período ela vivia momentos de resignificação de desencontros, histórias de amor mal-resolvidas e não iria se arriscar mais uma vez, estava cansada. Ele não insistiu e sumiu, ela seguiu em frente e mais uma vez aprendeu uma lição: quando realmente queremos algo fazemos todos os esforços para conseguirmos, não desistimos tão fácil se é algo tão especial.

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