sexta-feira, 2 de julho de 2010

Lista de prioridades:

Trabalhar sem esxageros, preferencialmente nos dias úteis.
Os fins de semana estão reservados para:
  • encontar amigos para qualquer coisa;
  • ler um bom livro em qualquer lugar;
  • bater bapo num café no fimal da tarde;
  • peruar em lojas de shoppings;
  • sair para comer masas ou sushis, de preferência;
  • escrever longos e-mail para amigos e amores que estão há milhares de quilometros de distância;
  • escarafuchar preciosidades em minhas livrarias prediletas;
  • dormir até tarde;
  • ficar a toa no final de tarde numa rede na varanda;
  • caminhar na Beira-mar;
  • tomar banho de mar ou de piscina "demoradamente";
  • ver o pôr-do-sol na praia;
  • assirtir a filmes em casa ou no cinema com pipoca, refri e em boa companhia;
  • sair para dançar, por que ninguémm de besta.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

PARA TI.

Seria uma falácia dizer que sei de você, se já faz um tempo que não nos vemos. Nesses longos meses não conversamos como antes. Fizemos pouquíssimos contatos desde que decidi o que tinha que ser decidido, alguns poucos e-mails e dois ou três telefonemas absolutamente monossilábicos.

Não sei o que aconteceu, mas acredito que não foi nada tão grave que nos faça perder um da vida do outro. Acho que a vida da muitas voltas e nelas há momentos de recolhimento, o que não significam afastamento ou descuido de ambas as partes.

Posso dizer de minha parte que estou bem, tranqüila e ainda preservando em meu peito o mesmo sentimento de bem-querer por ti.

Perder nunca é fácil.

Estava pensando nas mudanças ocorridas recentemente em minha vida. Há exatamente seis meses me vi numa situação em que meus planos tiveram ser reformulados, tendo que manejar com muita segurança e mover com muito cuidado o leme do barquinho que conduzo sobre qualquer maré. Avalio que não perdi a cabeça, não me desesperei, mas sei o quanto foi difícil enfrentar mais uma derrota. Não larguei o leme e me afundei em pleno maremoto por que já passei por diversas tormentas e algumas bem mais avassaladoras. Acontece que quando ansiamos muito por grandes mudanças, as quais atribuímos as coisas mais acertadas para nossa vida naquele momento, que chegou o tempo de baixar as velas por um longo tempo, de respirar aliviada em terra firme simplesmente por estar pela primeira construindo tijolo a tijolo meu próprio castelo, mesmo que ele na realidade seja uma pequena casa com rede na varanda. Porém, minha “Pasárgada”, lugar apenas eu seria rainha.
Mais um sonho que não se concretizou, pensei. Agora é colocar a cabeça no devido lugar, manter os pés bem firmes no chão e respirar longa e profundamente até as águas acalmarem, as nuvens se dissiparem a ponto de ver novamente o norte.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Preciosa e os sem esperança.


Assisti “Preciosa” com meus alunos neste fim de semana. Meu intuito era abrir uma discussão sobre os mais diversos aspectos da exclusão social e da violência, assim como também trazer para o campo da educação, meios de trabalhar com tais questões na escola, tanto no auxílio aos problemas como na prevenção dos mesmos. A turma é composta por educadores e a maioria deles trabalha com ensino infantil e fundamental da rede pública. O filme trouxe grande impacto para eles que o consideraram extremamente violento e realista. Minha surpresa foi ouvir a opinião deles sobre o destino de jovens como Preciosa. A maioria deles afirmou que nada podiam fazer diante de uma situação como aquela e que o futuro de Preciosa era a morte eminente. Eu sei e eles também que “aquela história” não era tão fantasiosa e distante da nossa. Mas afinal há muita coisa a se fazer enquanto educador. Sabemos também que na maioria desses casos, onde família se desestruturou, cabe o meio escolar poder fazer algo pela criança ou adolescente. Mas se o educador não encontra esperança em nenhum tipo de trabalho como enxergar um futuro decente e promissor para esses jovens?
Não neguei minha decepção, porém os estimulei a repensar sobre o papel que exercem na vida de uma criança e adolescente.

Leiam o que quiserem, mas deixem-nos escrever.

Que fique bem claro: desejo escrever por que me sinto livre fazendo isso. Estou cansada de ouvir críticas de quem lê pouco, mal e tem muito menos a dizer sobre o que as pessoas escrevem em seus blogs, generalizando o que na realidade é de ordem subjetiva. Cada um escreve por desejo que, às vezes, nem mesmo sabe-se quais os motivos, no entanto impulsionam à escrita. Se no mundo em que vivemos, alguns têm o privilégio de poder se utilizar dessa ferramenta para escrever, por que não através da internet? O que não aceito é crítica de gente que não sabe o que está dizendo e sai por aí com a tola necessidade de normatizar um ideal de escrita. Eu escrevo sobre o que quero, sobre o que quero e nem sempre o tanto que gostaria por falta de tempo.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Criança tem cada uma...

Mais uma do Alê, meu sobrinho de 04 anos


Cedo da manhã, o pai estava fazendo a barba e ele aparece no banheiro e pergunta:

- Pai, hoje eu vou para escola?

- Claro.

- Mas ontem eu não fui. Por que tenho que ir hoje.

- Ontem estava muito frio e você acordou tossido muito.

Mal o pai terminou de falar o menino:

- Cofh! Cofh! Cofh! Cofh! Cofh! Cofh!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

FÉRIAS NO CARIRI - PARTE I

Ele não havia despertado tanto interesse nela, pois era uma “meninona”, imatura e desajeitada quando se tratava de conquistas amorosas. Ela o conheceu nas férias de julho no meio de muita festa e diversão na região norte do Ceará. Ele era o amigo do primo de uma amiga. Foi uma semana de muita brincadeira, conversas, banhos de piscina e festas que iam do forró breguérrimo de Assizão à lambada de Beth Menezes, da balada do A-Ha ao Erasure, do som do New Order ao Pink Floyd. Na verdade, a turminha ouvia de tudo sem preconceito, o dia todo sem cansar, e também se divertiam "pra burro", quando não era na piscina  em forma de olho, era numa das varandas da casa, no sítio em Barbalha, no clube do Crato e nas festas que rolavam todas as noites com direito a trio elétrico, forró e lambada. Se a festa não tava lá essas coisas, eles apareciam na boate do hotel e dançavam até o amanhecer. Para aguentar o rojão optavam pelo treiler do Fricote (fricote com ou sem ervilha!) ou pelos quitutes de dona Mariêta (a melhor escolha!). Ele realmente não a interessava, achava que não fazia o seu tipo. Acontecia que nessa época, ela acreditava que tinha um tipo de homem lhe atraia. Ele, por sua vez também não sentia nada pela garota desengonçada e gordinha. Eles se encontraram outras n vezes, mas sempre rolava muita brincadeira. Uma vez, após um show dos Paralamas no Paulo Sarasate, e disso ela não esquece, ele a chamou para ir ao cinema na frente de todos, na época um filme de terror. Ela, acreditando ser mais uma brincadeira prontamente respondeu que não iria nem morta. Se ela não fosse tão acelerada e um pouquinho mais esperta teria topado e quem sabe dali alguma coisa boa teria surgido. No mínimo uma bela amizade.

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