Vamos ser sinceros. Quem nunca sentiu a dor de uma perda, tal como se arrancassem abruptamente um pedaço essencial e necessário de sua vida? Ou esteve a beira da loucura, sentindo-se incapaz de seguir com a vida sem os planos de outrora? Ou se deparou pelo menos uma vez na vida com pensamentos negativos esmagadores que lhe fizeram paralizar? A gente não sente, mas estamos constantemente sendo bombardeados por valores que nos distanciam de nossa humanidade. A maioria de nós evita falar desses percalços, momentos infelizes, isso porque distorcemos o verdadeiro significado do que é felicidade, vendida pela mídia como constante, duradoura e estampada através de nossa imagem. Quando vamos assumir que somos humanos, que temos momentos de tristeza, depressão, que já passamos dias sem conseguir dormir por não conseguir superar a angústia e o medo? Temos o direito de exprimir nossos sentimentos sem vergonha do que os outros vão pensar.
terça-feira, 16 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Para você, seu cabeçudo!
Não se precipite com decisões extremas e radicais, mas não esmoreça no meio do caminho. Tenha fé e esperança que as coisas vão seguindo seu curso natural, mas se acreditar que elas podem dar realmente certo. Não devaneie demasiadamente em seus achismos sem fundamentos, em suas certezas inabaláveis, o que passou não está mais no tempo presente e, por favor, não tire conclusões sobre alguém que mal pôde conhecer. Você pode estar desperdiçando "anos dourados" com lembraças e feridas que ficaram para trás, feitas por pessoas que não conheci e nem pretendo, pelo simples fato de terem lhe trazido falsas esperanças e sofrimneto em demasia. Acredite, o presente é vivo, é intenso, é o momento certo de agir, de arriscar-se em seus maiores sonhos. Cruzar os braços e deixar momento preciosos da sua vida nas mãos do destino, para o amanhã, pode ser tarde de mais, não sabemos ao certo se haverá futuro para você, para mim ou entre nós. Que tal nos deixarmos guiar pela confiança um no outro, assim podemos nos abrir ao diálogo, aquele que prometeu ser feito "olhos nos olhos", talvez, dessa forma, possamos saber se valerá a pena começarmos novemente do zero, aquela história que por motivos outros te impulsionaram a deixar em aberto o segundo parágrafo do primeiro capítulo. Não que eu estivesse gostando da narrativa, da introdução e do enrredo que havia ligado de certo modo os protagonistas repletos de coisas para compartilhar.
Para você com muito carinho, meu sincero ponto de vista sobre o início de uma bela história que deve acontecer.
terça-feira, 9 de março de 2010
PEQUENAS DISTRAÇÕES.
Já entrei de uma vez dentro de uma carro desconhecido que estava parrado no sinal vermelho no cruzamento da Santos Dumont esquina com a Barbosa de Freitas na poltrona do passageiro, acreditando estar ao lado de meu carona. Na ocasião, era noite, aproveitei que o carro havia parado no local combinado e abri a porta muito rapidamente e entrei. Assim ocorreu: entrei, sentei e comprimetei de modo amigável, mas íntimo: "Tudo bem? Mas que trânsitito, vc demorou, em? Foi aí que nos olhamos e eu gritei feito uma louca: Minha nossa, quem é você?! Fiquei muito desconcertada, pedi mil desculpas ao rapaz e saí feito uma bala do carro. O "pobe réi" não fez reação nehuma, a não ser permanecer de olhos e a boca bastante arregalados com uma expressão que geralmente fazemos quando abordados por alguém em surto ou diante de um assalto. Aconteceu comigo, vcs podem acreditar nisso??
segunda-feira, 8 de março de 2010
Devaneios de uma sobrevivente.
A vida realmente não é como gostariamos que fosse, no entato, acredito que recalcamos esse fato a cada 24 horas, visto estarmos constantemente insistindo em seguir em frente com os mesmos objetivos, acreditando que o leme está sempre sobre o nosso controle. Mesmo após atravesar diversas tormentas e sobreviver a maremotos, passamos anos insistindo e acreditando que aquela rota planejada com tanta precisão e paixão correspondia ao caminho da realização de nossos maiores sonhos. Mas há momentos que nos fazem questionar se esses "ideais de vida" são realmente aqueles que irão nos proporcionar felicidade. Então eu pergunto: Por que não comigo??? Por que não posso acreditar que a mudança de rumo será o melhor a fezer, onde aceitar o que não era para ser é a melhor das descobertas. E a rota??? A vida é sinônimo de jornada. Coragem, marujo, siga de acordo com seu coração, porém atento aos sinais que a própria vida aponta.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Minha não tão terrível rotina.
Segunda-feira, começa a semana de trabalho, correria, faz isso, paga aquilo, uma tendência enorme para cair na mesmice. Mas eu não me entrego, acredito que criei um dispositivo para sair um pouco da rotina. Odeio rotina!!! Por isso, mesmo no corre-corre sempre encontro momentos para ler algo prazeroso, ouvir uma musiquinha no banho ou ao volante, tomar sorvete no final da tarde, café com amigos, cinema na última sessão, alugar um DVD de comédia, caminhar ouvindo U2 ou MOBY. Lembro-me dessas coisas pois quero me situar para onde estou indo com tanta pressa. A segunda não é tão diferente do domingo, pelo menos eu passei a acreditar nisso.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Um brinde as longas e preciosas amizades.
Estar entre pessoas realmente amigas me faz pensar que carrego comigo pedras preciosas. Não nos viámos todos juntos há algum tempo. Alguns faziam anos, mas não senti o distanciamento desse tempo, pareceu-me um dia desses que vi o Bitú. Acredito que este sentimento é fruto de amor e respeito cultivados um pelo outro nesses longos anos. Segem mais de vinte anos de amizade, cumplicidade e sei bem o quanto isso vale para cada um de nós. Hoje sem nenhum planejamento prévio nos reencontramos, quatro de nós foram os primeiros, começamos como simples colegas no colegial, depois, aos pouco fomos nos tornando amigos. Faziámos diversas coisas juntos: estudávamos, iámos ao cinema, festinhas, barzinhos e viajávamos sempre que surgia um boa oportunidade, Praia da baleia, fazenda em Jaguaribe, Exposição do Crato, casa da Manô no Juá, Festa do Chitão no Cedro, Carnaval no Icaraí e em Paracurú, Casa da Tia Cecília no Mulungú e outras tantas que nem me cabem na memória. Ao longo desses anos a turma foi se ampliando e passamos a ser amigos também dos pais, dos irmãos, dos tios, dos primos e dos amigos dos amigos de cada um.
Andrea, Alexandre e Manô, valeu muito a pena nos encontrarmos em 1987, anos em que tudo começou.
Uma pequena observação: a Andrea conheci em 1986 no IBEU.
Vale ressaltar que a amizade de Manô e Alexandre transformou-se numa bela história de amor que resultou em casamento.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Sobre sonhos.
"Mesmo que por pouco tempo, foi real. Não se pode apagar um sonho que aconteceu. E esse sonho não aconteceu no começo nem no final, mas enquanto acontecia. Durante a travessia." Edmar Oliveira (psiquiatra e escritor de "Ouvindo Vozes: histórias do hospício e lendas dos encantado")
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